Como funciona o regulador de tensão da Trailblazer 2006

Existem diversas configurações de montagem e funcionamento dos reguladores de tensão dos alternadores. No princípio, o regulador eletromecânico era montado separado do alternador. 
Regulador montado fora do alternador
Com o aparecimento de regulador eletrônico (transistorizado) passou a ser montado acoplado ao alternador.
regulador eletrônico acoplado

A evolução da tecnologia empregada na eletrônica é incessante e novas formas de controle foram empregadas, como:
  • Reguladores de bus de dados (COM) com enlace entre o regulador e módulo de controle do motor (PCM/ECM) ou de carroceria (BCM)
  • Tensão controlada através de pulsos PWM entre a unidade de controle do motor (PCM/ECM) e o regulador de tensão.
  • Regulador de tensão incorporado a unidade de controle do motor (PCM/ECM)
Estas formas de interação do regulador de tensão do alternador com o módulo de carroceria ou unidade de controle do motor trás mudanças significativas ao circuito elétrico. Emprega diferentes linguagens de comunicação para o regulador (rede LIN, BSS) e usa de outras redes do veículo como a CAN, VAN, Flex ray para complementar a interação com o painel de instrumento que interage com o operador ou motorista. 
Esta aplicação não é nova, veículos top de linha já utilizavam alguns destes artifícios, a diferença é que houve uma expansão e popularização destas tecnologias. No circuito que segue o diagrama de uma Trailblazer ano 2006 mostra que o uso desta tecnologia não é tão recente. 
Diagrama elétrico do alternador da Trailblazer ano 2006 
    
Entretanto, modelos mais recentes deste veículo mostram a rapidez com que mudanças podem ser implementadas. Novas configurações foram implantadas em diversos níveis, como: gestão de energia, a regulagem de tensão via PWM, implementação de sensor de bateria, são algumas delas. 
Se quiser saber mais sobre o alternador da trailblaizer deixo aí um link: Diagrama e descritivo do alternador da trailblazer 2006

Funcionamento da CDI de motos e simulador

Conhecer o funcionamento de um componente certamente dá mais segurança e tranquilidade para o mecânico na hora de fazer um diagnóstico de falha: evita a troca indevida da peça e ajuda na hora de decidir qual é o melhor teste a ser empregado para analisar o mal funcionamento do sistema. 

Pensando nisso, criei uma série de vídeos e informações adicionais que proporciona ao mecânico esta facilidade. Vale a pena lembrar que esta abordagem tem caráter didático, serve apenas para facilitar o entendimento. O projeto não tem a finalidade de substituir o componente original.

Funcionamento da CDI:
O magneto da moto é basicamente um alternador com duas bobinas geradoras capazes de gerar mais de 100 Volts de corrente alternada. A finalidade é carregar o capacitor C1 através do diodo D2 e o primário da bobina durante os semiciclos positivos (vide fig. abaixo). A bobina pulse ou captor gera tensão suficiente para excitar o SCR1 (figura abaixo) que irá comandar a descarga do capacitor através do primário da bobina de ignição. A alta intensidade da corrente de descarga e a sua breve duração são suficientes para induzir a alta tensão no secundário da bobina, mais de 10.000 Volts, fazendo com que salte uma centelha entre os eletrodos da vela de ignição. 
Esquema elétrico básico de uma CDI 
 D1, D2 - Diodo de uso geral 1N4007
SCR1 - Tiristor TIC 126E
R1 - Resistor de 100 a 120 Ohm 1/8 Watts (pode ser usado um trimpot de 10 kOhm para ajustar o ponto ideal de disparo, já que pode variar para os diferentes modelos existentes).
R2 - Resistor de 820 Ohm 1/8 Watts
C1 - Capacitor de poliester 1,5 ou 2,2 microfarad, 250 Volts ou mais.

Ciclo de carga e disparo da CDI.
A pinagem do módulo, figura acima, se refere a uma versão comercial como a Titan 125. Qualquer dúvida consulte o esquema de ligação da CDI a ser estudado.
Os semiciclos de ambas as bobinas estão defasados (figura ao lado) de modo que a bobina geradora carrega o capacitor antes do pulso da bobina captora.
O interruptor de parada do motor provoca um curto-circuito na bobina geradora através do diodo D1 e desliga o motor.
Esquema de ligação para ativar o funcionamento da CDI com transformador AC

O funcionamento simulado da CDI pode ser efetuado com o uso de um transformador de corrente alternada ligado a rede elétrica, conforme esquema da figura acima.
Pode ser usado um transformador de 10 VA com secundários de tape central, sendo um enrolamento com saída de 6 Volts e o outro de 110 Volts. Na minha simulação eu usei um transformador de 15VA reciclado de uma velha impressora no qual adicionei ao enrolamento secundário uma bobina para a saída de 6 Volts. 
Esta é uma boa opção para aqueles que gostam de aprender fazendo. Para mais detalhes visualize meus vídeos no youtube.

Veja também:
Sistema de ignição indutivo
Bê-a-bá da ignição eletrônica
Simulador para bobina de ignição